Pela Pastelaria Francesa
Traços de uma cozinha rígida, pensada e metódica…
São estas a características que destaco. Sugiro algumas receitas para trabalhar o gesto. São relativamente fáceis, mas alguns pormenores farão sempre a diferença.
Crème Brûlée,
1ºNum recipiente alto, misture 500ml leite com 5ooml de natas,
2ºDe seguida, numa bola misture, com varas, 200gr de gemas, 150 gr de açúcar e 1 vagem de baunilha.
Junte o 1º ao 2º passo. Côe tudo num passador. Leve em recipientes individuais ou numa peça única ao forno em banho maria, a 160ºC.
Um aspecto a ter em conta, é que um crème Brûlée nunca poderá ferver, daí que coza em forno muito baixo durante aproximadamente 40 minutos. Saberá se já está cozido, quando abanar o tabuleiro e o conteúdo não se mover.
Este sobremesa é bastante típica. Desconheço a sua história.
Tarte Tatin
Aparentemente, esta receita nasceu em finais do século XIX, na região de Sologne. Conta-se que nesta região, próximo da estação Lamotte-Beuvron, existia uma vasta área florestal e esta zona seria um dos destinos obrigatórios para quem gostava de caça. Assim, muitos deles viam-se forçados a pernoitar. Um dos hoteis que ficou conhecido pelo inegável talento em receber, foi um pequeno hotel familiar das duas irmãs Tatin.
Terminus, assim chamado, foi um Hotel Herdado do pai das jovens. A irmã mais velha Stephanie ocupou-se da cozinha e a mais nova, Caroline de receber os hóspedes. O talento e prestígio deste pequeno hotel regional logo soltou ecos da sua previligiada cozinha, que consistia em iguarias como terrina de javali, caldeirada de enguias, perdizes recheadas, tartes e bolos folhados…Cada vez mais começaram a chegar de Paris clientela endinheirada, como comerciantes, homens de negócios, para além dos caçadores, que não poupavam elogios às qualidades das irmãs Tatin.
Certo dia, Stephanie chegou muito apressada à cozinha porque ainda lhe faltava fazer uma sobremesa de maçã. Atarefada, coloca uns gomos de maçã numa forma, previamente untada com manteiga e açúcar, e coloca no forno. O odor a caramelo fundido despertou-lhe para o seu lapso da massa. Rapidamente cobriu as forminhas, esperou alguns minutos para cozer a massa e retirou do forno. Voltou-as sobre um prato et voilá…Este lapso valeu-lhe uma agradável surpresa, que fez render os seus clientes a esta deliciosa sobremesa.
Preparação para 10 tartes mini:
Descascar e descaroçar as 10 maçãs, Royal Gala.cortar cada metade em quatro.
Levar ao lume 500gr de açúcar a caramelizar. Quando o açúcar estiver totalmente em caramelo, colocar 20gr de manteiga e deixar derreter. De seguida, colocar rapidamente as maçãs em gomos e envolver bem, durante mais ou menos 10 minutos. Retirar.
Colocar em 10 forminhas 8 gomos de maçã e cobrir com massa doce. Levar ao forno até a massa estar cozida. Retirar e voltar sobre pratos.
Pela Cozinha Checa…

Uma cozinha doce. Foi o que mais me apercebi. Até o próprio pão tem algumas sementes de erva doce, assim como praticamente todos os pratos possuem esta semente. É delicioso…
Em breve colocarei algumas receitas á maneira checa.
“O Boom da Cozinha Japonesa”
A cozinha Japonesa é uma das mais saudáveis. Do Sushi ao Sashimi e passando pelos pratos de carne cozinhados, encontramos uma plenitude de sabores.
É interessante a variedade cultural e gastronómica de cada país e como cada um cria a sua identidade.
Os Japoneses expressaram-na muito bem, pela harmoniosa disposição e organização dos vários elementos nos pratos até às várias tonalidades contrastantes que aí se encontram.
Toda esta disciplina obedece a cânones já há muito reconhecidos no Ocidente, pela subtileza e simplicidade em captar o que de “puro” se concebe na natureza e, com isto, adaptar o gosto a uma vertente mais Natural.Aqui deixo algumas receitas para experimentar…
Preparação do Arroz do Sushi
Ingredientes:
– Arroz japonês;
– Alga kombu;
– água;
– Vinagre de arroz* ( compra-se já feito – “sushi-Su”)
Confecção:
Para uma medida de arroz igual de água.
Coloca-se numa panela a água com o arroz e a alga. Fecha-se bem. Coze-se em lume forte durante dois minutos. De seguida, passa a lume médio durante 5 minutos. E, finalmente, mais 15 minutos para absorver a água em lume brando.
Atenção: nunca levante a tampa nem mexa.
Deixe arrefecer sem a tampa 10 minutos. Solte-o com uma colher. Depois, coloca-se o Sushi-Su de maneira a cobrir o arroz. Deixa-se o arroz absorver. Está pronto.
Há uma grande variedade na apresentação do sushi. São várias as formas que se podem fazer. Aqui deixo alguns tópicos de como poderá apresentar os seus. O importante é que seja criativo.
Maki-sushi: Rolos de sushi com vários ingredientes à escolha. Poderá ser com manga, pepino, cogumelos, salmão…
Uramaki-sushi: Inverso do rolo anterior. A alga nori encontra-se no interior e o arroz está por fora.
Temaki-sushi: sushi em forma de cone.
Nigiri-sushi: Bola de arroz na base com o peixe cru por cima.
Cozinha tradicional Espanhola
A Cozinha Tradicional Espanhola tem muito que se lhe diga. Para começar, é fantástico a preparação e o empenho que os bares de tapas têm em criar pequenas delícias. Estão sempre prontos a qualquer hora do dia. Há uns dias ofereceram-me um livro de Tapas excepcional. Prometo deixar em breve algumas receitas das famosas tortilhas, Gambas a la plancha…
Tapas
As tapas conheceram o seu ínicio data de século XVIII, durante o reinado de D.Afonso V.
Devido a uma doença do Rei, que só pôde comer pequenas quantidades de comida, durante algum tempo, com vinho, levou-o a promulgar que toda a Espanha deviria comer sempre acompanhado de um copo de vinho.
A cultura das tapas começou então nas tabernas. Sempre que se pedia um copo vinha uma Tapa (tampa) de pão com um petisco.
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(1. Tapa de Pimemto al Ajillo com Fiambre; 2. Tapa de Pimento al Ajillo simples)
Cozinha Tradicional Americana
Apesar de ser um tema controverso e muito discutível devido aos maus hábitos alimentares, a fast food é hoje um dos mais apetecíveis vícios. Internacionalmente conhecidos devido ao ketchup, hamburgueres e aos hotdogs, o Gosto Americano ficaria reduzido.
A ideia original que levou ao prato tradicional Americano não seria só por si conhecido se não tivesse muito molho de tomate. Alguns Historiadores da Gastronomia referem que o que faltava ao hamburguer era isso mesmo. Mas este famoso molho não conheceu o seu pão por engano. Tal facto deu-se de uma descoberta começada pelos Chineses que resultava da “putrefacção do peixe”. Ao seu armazenamento em sal, como forma de o conservar por maior tempo, resultava um líquido condimentado, denominado katchuki. Estes molho resultante do peixe para fazer um caldo de marisco, levou os Americanos, aproveitando tal invenção, a colocarem-no à prova no seu país, com os nutrientes que tinham em excesso. Começou-se a fazer uma grande variedade de katchups- de maçãs, pêras, laranjas e tomates-.
Como forma de racionamento durante a guerra e depois dela, estes produtos foram comercializáveis, visto que durante o periodo de racionamento era a única forma das pessoas continuarem a alimentar-se, além disso caía sempre bem uma carne assada com molho de tomate. No entanto, este famoso aliado começou a perder terreno, pois este depois acidificar, perdia muitas das suas qualidades, como é o caso da cor. Começou-se a abusar dos conservantes e tintas vermelhas, para manter a cor do tomate. O governo, conhecendo os perigos para a saúde da população promolgou uma lei, na qual exigia a restrição destes conservantes e tintas. A partir daqui o tomate começou a utilizar-se fresco. A sua confecção resultava apenas do uso de vinagre, açucar e sal.
“ketchup de Maçã”
Ingredientes:
- Tomates cortados grosseiramente, 3 1/2 kg
- Maçãs Golden, descaroçadas e aos bocados, 2
- Cebolas, 250gr.
- Vinagre, 1/2 L
- Água, 3 1/2 L
- Alhos, 6
- Pau de canela, 2
- Pimenta da jamaica em grão, 4 gr.
- Cravinhos inteiros, 4 gr.
- Sementes de mostarda, 4 gr.
- Sementes de aipo, 2 gr.
- Pimenta branca em pó, 1 gr
Preparação:
Num tacho tapado, cozem-se as maçãs e os tomates até se desfazerem. À parte, noutro tacho tapado, cozem-se na água as cebolas e os alhos , durante 30 minutos. Escorre-se e acrescenta-se ao preparado anterior e tritura-se com a varinha mágica. Acrescentam-se os restantes ingredientes à excepção do vinagre, deixando ferver durante 1 hora, mexendo frequentemente para não pegar. Junta-se o vinagre e deixa-se cozinhar durante mais 2 horas até engrossar. Enfrasca-se.
Atenção: Para não ter de côar o preparado utilize um infusor de chá, onde colocará as especiarias.
Sugestão da Gastrónoma:
Este ketchup foi uma óptima escolha. O cheirinho tão caseiro percorreu a casa inteira. Poderá aplica-lo não só em batatas fritas, como também numa Lasagna, canelonnes, pastas…
